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quarta-feira, 11 de março de 2015

Praticando o Desapego

Quantas vezes nos sentimos pesados...tristes, alimentando sentimentos e ilusões que não servem mais, que somente sugam a sua energia, e quando nos desfazemos de sentimentos, situações e pessoas negativas, ilusões que somente nós alimentamos, devemos enxergar isso como  uma oportunidade ÚNICA que o universo nos proporciona de nós libertarmos!! 


Praticando o Desapego  - de Fernando Pessoa

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário....
Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, 

o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.



Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, 

portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo 

Diga a sí mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo... 
- Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba...
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta.
Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente, ir embora de vez.

Desapegar-se, é renovar votos de esperança de sí mesmo,
É dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor.
Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, 

daquilo que já não tem nenhum valor, 
e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos.

A vida não espera.
O tempo não perdoa. 
E a esperança, é sempre a última a lhe deixar.

Então, recomece, desapegue-se! 

Ser livre, não tem preço!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ostra feliz não faz pérola - Rubens Alves

As pessoas felizes não produzem pérolas, hoje vivemos sob a égide de que somos obrigados a sermos felizes sempre. Claro que existem sofrimentos naturais, como doenças, decepções amorosas etc... mas  existem também outras dores e sofrimentos que surgem da alma, artista como Bethoven, Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, músicos e poetas com um tempo também desenvolveram e criaram suas próprias perolas, para serem mais fortes, que a dor causada tanto por um grão de areia , como também as dores  que surgem da própria alma.

Segue a estória...

Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. 


As ostras felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...”. Não era depressão. Era dor. Pois
um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava

Um dia, passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. 

Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele a tomou e deu-a de presente para a sua esposa. Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos. No seu ensaio sobre O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música, Nietzsche observou que os gregos, por oposição aos cristãos, levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia. Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia. 

Ele se perguntou então das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo. A resposta que encontrou foi a mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. 

Ostra feliz não faz pérola: Rubem Alves; Pág. 09

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Os ombros suportam o mundo

Hari ommm tat sat

A vida prossegue...e a prova disto é que mesmo diante das adversidades da vida, das situações caóticas que experienciamos, seja de ordem espiritual profissional ou emocional a vida não para pra vc se recompor. Cabe a nós mesmos decidir; se ficamos e cultuamos o erro a pedra no caminho ou aquela situação que já foi..., ou se optamos por sermos determinados  o bastante para se levantar seguir em frente com a consciência de focarmos no que realmente importa, e extrair o que existe de melhor em cada situação em cada pedra que surgir no teu caminho. 

Calma carma carrrmmma eu sei que a vontade de mandar tudo pra casa do C*R*LH* pro inferno...existe!! que mandar a pessoa ou todo mundo pro inferno também ajuda, mas não vale a pena... seja elegante!! Que isso também passa... O que vale pena é  experienciar da melhor forma possível, seguindo em frente com as pessoas que estão do teu lado, agradecendo sempre... pelo aprendizado e pelos esclarecimentos que o dhama que o universo te proporcionou em forma de problemas, pessoas, desafetos e siga em frente...pois o tempo prossegue...e novos ciclos novos portais, novas pessoas lugares e situações se apresentam diante da gente todos os dias...então desapegar deixar morrer o que já passou é o melhor a fazer. 



Os ombros suportam o mundo 

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.


Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Poema do meu amigo das horas de responsa Carlos Drummond de Andrade

Post escrito ao som de: 
"Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já"

(Negro Amor - Engenheiros do Havai)




domingo, 20 de março de 2011

59. O Divino Pai Eterno

A Luz da flor mimosa
Deste jardim perfumoso
Havendo FORÇA DE VONTADE
Nada pra nós é custoso