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domingo, 8 de outubro de 2017
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Ostra feliz não faz pérola - Rubens Alves
As pessoas felizes não produzem pérolas, hoje vivemos sob a égide de que somos obrigados a sermos felizes sempre. Claro que existem sofrimentos naturais, como doenças, decepções amorosas etc... mas existem também outras dores e sofrimentos que surgem da alma, artista como Bethoven, Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, músicos e poetas com um tempo também desenvolveram e criaram suas próprias perolas, para serem mais fortes, que a dor causada tanto por um grão de areia , como também as dores que surgem da própria alma.
Segue a estória...
Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste.
As ostras felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...”. Não era depressão. Era dor. Pois
um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava.
Um dia, passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola.
Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele a tomou e deu-a de presente para a sua esposa. Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos. No seu ensaio sobre O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música, Nietzsche observou que os gregos, por oposição aos cristãos, levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia. Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia.
Ele se perguntou então das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo. A resposta que encontrou foi a mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer.
Ostra feliz não faz pérola: Rubem Alves; Pág. 09
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Uma lenda
Eu estava aqui cuidadosamente planejando meu tempo enoorrrrme.... que vou ter amanhã para assistir minha série Avatar com pipoca e suco, quando cliquei sem querer... num site de curiosidades e lendas aparentemente educativas, e daí eu pensei em dividir com você caro leitor... essa lenda que achei muito interessante.
Diz a lenda que quando a Nasa enviou os seus astronautas, para o espaço sideral, eles descobriram q as canetas não funcionavam no espaço devido a gravidade, daí para solucionar o problema, a Nasa contratou uma grande empresa que por 2 anos e por doze bilhões de dólares, elaborou um brilhante projeto gerando assim uma super caneta espacial com capacidade de escrever em gravidade zero. Enquanto isso os russos continuaram usando o lápis
Lido no site : quatrocantosdo mundo e re-escrito com adaptações
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Dois Falcões Peregrinos
Era uma vez um rei que recebeu de presente dois falcões magníficos da Arábia. Eram falcões-peregrinos, os pássaros mais lindos que ele já tinha visto. O rei mandou os dois pássaros preciosos para serem adestrados pelo mestre de falcoaria.
Passaram-se meses e, um dia, o adestrador de aves informou ao soberano que um dos falcões estava voando majestosamente, planando nas alturas, enquanto o outro pássaro não se movera do galho desde o dia em que chegou.
O rei convocou curandeiros e feiticeiros de toda a terra para se dedicarem ao falcão, mas nenhum deles pôde fazer o pássaro levantar voo. Ele apresentou o desafio para os membros da corte, mas, no dia seguinte, o rei olhou pela janela do palácio e viu que o pássaro ainda não tinha se movido do poleiro.
Após ter tentado de tudo, o rei pensou consigo: "Talvez eu precise de alguém com mais experiência em assuntos campestres para entender a natureza deste problema". Então, ordenou à sua corte: "Vão, e tragam-me um camponês!"
De manhã, o rei estava emocionado ao ver o falcão sobrevoando os jardins do palácio.
Ele disse aos membros da corte: "Tragam-me o autor desse milagre."
O camponês, foi logo encontrado e trouxeram-no para conhecer o rei. Este, então, lhe perguntou: "Como você fez o falcão voar?"
Com reverência, o humilde camponês disse ao rei: "Foi fácil, majestade. Eu simplesmente CORTEI O GALHO."
Do livro: Por que caminhar se você pode voar? - Isha - pag.74
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