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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Afinidade - Artur da Távola

A afinidade explica...


A afinidade
Não é o mais brilhante,
mas é o mais sútil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência,
os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.


Quando há afinidade,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto, no exato ponto
de onde foi interrompido.

Afinidade é não haver
tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
do subjetivo sobre o objetivo,
do permanente sobre o passageiro,
do básico sobre o superficial.

Ter Afinidade é muito raro,
mas quando ela existe,
não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que as
pessoas deixam de estar juntas.

Afinidade é ficar longe,
pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem, sensibilizam.

Afinidade é receber o que vem
de dentro com uma aceitação
anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com...
Nem sentir contra, sem sentir para...
Sentir com e não ter necessidade de
explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.

Afinidade é um sentimento singular,
discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância,
mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever,
de andar,
de respirar.....

Afinidade é retomar a relação
no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e
ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada)
pelo tempo para que a maturação
pudesse ocorrer e que cada
pessoa pudesse ser cada vez mais.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Destino: C. G. Jung

Jung explica...

Enquanto você não transformar o inconsciente em consciente, ele vai direcionar sua vida e você o chamará de destino.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Rumi explica...

"À noite, pedi a um velho sábio
que me contasse todos os segredos do universo.
Ele sussurrou lentamente em meu ouvido:
- Isto não se pode dizer, isto se aprende."

.:. Jalal ad-Din Muhammad Rumi .:. 
 Jurista, Teólogo e Poeta Sufi - (1202-1273)



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Apenas Duas Palavras: Contos Zen

O Zen explica... ☺


Apenas duas palavras...

Havia um certo Monastério Soto Zen que era muito rígido. Seguindo um estrito voto de silêncio, a ninguém era permitido falar. Mas havia uma pequena exceção a esta regra: a cada 10 anos os monges tinham permissão de falar apenas duas palavras. Após passar seus primeiros dez anos no Monastério, um jovem monge foi permitido ir ao monge Superior.

-Passaram-se dez anos. Quais são as duas palavras que você gostaria de dizer? disse o monge Superior.
- Cama dura... disse o jovem.
- Entendo...replicou o monge Superior.

 Dez anos depois, o monge retornou à sala do monge Superior.
- Passaram-se mais dez anos, quais são as duas palavras que você gostaria de dizer? disse o Superior. 
- Comida ruim...disse o monge. 
- Entendo... replicou o Superior. 

Mais dez anos se foram e o monge uma vez mais encontrou-se com o seu Superior, que perguntou:
-Quais são as duas palavras que você gostaria de dizer, após mais estes dez anos?
-Eu desisto. disse o monge.
-Bem, eu entendo o porquê, replicou, cáustico, o monge Superior. Tudo o que você sempre fez foi reclamar.

Este é um conto recitado e comum em alguns locais Soto ocidentais. Não existe certeza se é um conto Zen original. Esta aqui nos faz rir, mas também nos encoraja a refletir sobre o quê há de engraçado nisso tudo... Pois FOCALIZAR NO NEGATIVO também não leva para lugar nenhum.



Imagem e conto retirado da internet. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Millôr Fernandes explica....

Manhã ensolada de sexta...

"Sou um humanista. Isso não significa ser bonzinho ou acreditar que o homem é bonzão. Significa apenas que aceito o homem como é - medroso, primário, invejoso, incapaz, acertando por acaso e errando por vaidade e ignorância: meu irmão."


Imagem da internet