segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Profundo Silêncio

Falamos muito...as vezes eu creio que engoli não foi um, nem dois, nem três...mas sim 10 homens da cobra...


Certa ocasião, ia passando um grande Mestre de Sabedoria por um determinado lugar onde dominava um grande marajá. O marajá, ao saber que aquele Mestre estava ali nas suas redondezas, pediu que ele fizesse uma palestra para os seus súditos, e o mestre se prontificou imediatamente. O Mestre sempre ia acompanhado do seu discípulo; e o Marajá ordenou a toda a sua  corte para ouvirem a palestra, fez uma reunião; o salão estava lotado e o Marajá  disse para os seus súditos: 

--Meus queridos, agora nós vamos ter uma grande oportunidade de ouvir um  Mestre de sabedoria, com a palavra o Mestre...

Daí um silêncio total no salão!! Cinco minutos, dez minutos...quinze minutos... e então o Marajá desesperado virou-se para o discípulo e perguntou:

--Mas afinal, ele vai falar ou não vai falar? 
--Senhor, ele já está falando a vinte minutos! E que maravilhas ele está dizendo!

No silêncio, ele dizia tudo.

Retirando ipsis litteris de um texto solto da sociedade teosófica - O homem visível e invisível 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Amor

"Onde não há  amor
Coloca o amor
E receberá o Amor"

(San Juan de la Cruz ) 
sacerdote e poeta místico espanhol.

E como diz a Lya Diskin... " minha gente...hay que praticar...





sábado, 24 de janeiro de 2015

Sabedoria popular


...A gente tá na vida emprestado...


Dedico este dito popular, a todas as pessoas que me amam e que gostam de inter-ferir nos meus sonhos, com a atitude é claro de ajudar. A gente esquece que o antidoto servido tomado por um, pode se transformar em  veneno tomado por outro. Somos filhos do mesmo pai...porém diferentes, no pensar, no falar e no agir... Eu posso até escutar os conselhos, sugestões, e o fato de eu ouvir não significa que vou fazer o que vocês querem, significa que no final eu vou fazer o que o meu coração mandar o que ele me determina. Agradeço e saúdo todos vocês...

Eu saúdo a todos os meus ancestrais e guias e mentores espirituais
Eu saúdo a todos os meus ancestrais de sangue em especial minha família, meus pais, irmãos
Eu saúdo a todos os meus irmãos e irmãs da grande família espiritual do universo
Eu saúdo a todos os meus ancestrais dos reinos vegetais, animais e minerais
Eu saúdo a todos os seres visíveis e invisíveis em especial os Anjos, devas, duendes, salamandras, silfos e gnomos, e q eu possa viver o presente e recobrar internamente em todos os momentos a Luz, Paz , Amor a alegria e o silêncio no meu coração na minha alma.
Namastê 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Os ombros suportam o mundo

Hari ommm tat sat

A vida prossegue...e a prova disto é que mesmo diante das adversidades da vida, das situações caóticas que experienciamos, seja de ordem espiritual profissional ou emocional a vida não para pra vc se recompor. Cabe a nós mesmos decidir; se ficamos e cultuamos o erro a pedra no caminho ou aquela situação que já foi..., ou se optamos por sermos determinados  o bastante para se levantar seguir em frente com a consciência de focarmos no que realmente importa, e extrair o que existe de melhor em cada situação em cada pedra que surgir no teu caminho. 

Calma carma carrrmmma eu sei que a vontade de mandar tudo pra casa do C*R*LH* pro inferno...existe!! que mandar a pessoa ou todo mundo pro inferno também ajuda, mas não vale a pena... seja elegante!! Que isso também passa... O que vale pena é  experienciar da melhor forma possível, seguindo em frente com as pessoas que estão do teu lado, agradecendo sempre... pelo aprendizado e pelos esclarecimentos que o dhama que o universo te proporcionou em forma de problemas, pessoas, desafetos e siga em frente...pois o tempo prossegue...e novos ciclos novos portais, novas pessoas lugares e situações se apresentam diante da gente todos os dias...então desapegar deixar morrer o que já passou é o melhor a fazer. 



Os ombros suportam o mundo 

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.


Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Poema do meu amigo das horas de responsa Carlos Drummond de Andrade

Post escrito ao som de: 
"Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu é bom que agarre já"

(Negro Amor - Engenheiros do Havai)




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Uma lenda

Eu estava aqui cuidadosamente planejando meu tempo enoorrrrme....  que vou ter amanhã para assistir minha série Avatar com pipoca e suco, quando cliquei sem querer... num site de curiosidades e lendas aparentemente educativas, e daí eu pensei em dividir com você caro leitor... essa lenda que achei muito interessante.



Diz a lenda que quando a Nasa enviou os seus astronautas, para o espaço sideral, eles descobriram q as canetas não funcionavam no espaço devido a gravidade, daí para solucionar o problema, a Nasa contratou uma grande empresa que por 2 anos e  por doze bilhões de dólares, elaborou um brilhante projeto gerando assim uma super caneta espacial com capacidade de escrever em gravidade zero. Enquanto isso os russos continuaram usando o lápis

Lido no site : quatrocantosdo mundo e re-escrito com adaptações

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Meditação Vipassana: 2014 a 2015

Existem momentos marcantes na vida da gente que não conseguimos exprimir ou verbalizar seja com palavras ou por escrito, e num retiro de meditação vipassana onde procuramos, a todo momento apenas observar e manter o nobre silêncio, permanecendo equânimes com as adversidades dores e sensações, seria um pouco limitante tentar descrever como foram os 10 dias (na verdade 12 dias) de serviço em dhama. Pois para mim, particularmente é uma experiência muito pessoal e intima que ainda hoje estou digerindo.

Mas para não ficar em branco esse post,  vou tentar descrever aqui os dias claros de puro dhama que experimentamos, com o poema do Victor Hugo que a Graça recitou para todos nós no último dia de vipassana - dia 11, em homenagem ao seu aniversário e o da Lucimar e pelo maravilhoso Ano Novo que tivemos!! E parafraseando Jose Saadi para mim este também foi  um dos melhores reveillon's  que já tive, foram dias que de tão bom, tão bom...como diz o Senhor Goenka geraram até um pequeno sankara de apego...rsrsrsr um leve risco na superficie d'água... de saudades...
Com Metta...

Poema

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.


Grupo de Servidores da meditação vipassana planalto central - Solar Guadalupe 28/12/2014 a 07/001/2015


Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.




Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.




Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.




Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.


Desejo ainda que você afague um gato,

Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.




Desejo também que você plante uma semente,

Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.




Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".


Jaya Rhada...


Eu hoje amanheci cantando...Eu hoje amanheci de pé...



(jaya) rādhā-mādhava 

(jaya) kuñja-bihārī
(jaya) gopī-jana-vallabha 
(jaya) giri-vara-dhārī
(jaya) jaśodā-nandana, 
(jaya) braja-jana-rañjana,
(jaya) jāmuna-tīra-vana-chārī